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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Viagem à Cidade de Quebec

Chegamos a Quebec as 20:00. De repente estavamos dentro da cidade, e sem a mínima noção da direção para onde deveríamos ir. Paramos em alguma rua menos movimentada, demos uma olhada no mapa, e fomos procurar um albergue para dormir.

No primeiro, lotado. Indicou outro. Lotado. Hotel então. O primeiro caro. O segundo, caríssimo. Para nossos bolsos, claro.

Achamos um, finalmente, com bom preço e bem localizado. Só não servia café da manhã.

Ficava perto do bairro latino, na parte alta da cidade. Muito bom lá, tem muitos bares, restaurantes e lojas de produtos para turistas.

Fomos entao dar uma volta pela cidade para conhecer algo, aproveitar o tempo. Andamos, andamos... muito bonita a cidade à noite. Muita gente na rua, mas quase não via-se carros depois das 22:00. Muita gente para os padrões da cidade, para nossos padrões, vazia.

Logo em seguida, passando por uma das ruas principais, vimos um carro de bombeiros, duas ambuâncias e três viaturas da policia, fechando a rua. Acidente. Imaginei logo a cena, gente gritando, mortos, carros destruídos. Nada. Ou quase nada. Um dos carros só quebrou o vidro da porta do passageiro, onde o outro bateu. Mas o estrago não foi grande. Em Curitiba, estacionariam o carro e resolveriam o que fazer.

Contei depois para o pessoal da casa, aqui, e descobri que é sempre assim. Quando ocorre um acidente de trânsito, tenham vítimas ou não, vem bombeiro, polícia e ambulâncias. E todos os ocupantes dos veículos envolvidos são examinados, para ter certeza que está tudo bem. Interessante como são eficientes nesta área.

No outro dia, primeiro o café da manhã, em um daqueles restaurantes típicos. Ovos, pão, bacon, batatas fritas (sempre tem). Muito bonito e agradável o local.

Então fomos andar pela cidade, conhecemos o Château Frontenac (por fora), o Terrace Dufferin, o muro da cidade antiga, e outras coisas mais, tudo muito bonito. O château é um hotel, enorme, que emprega mais de mil funcionários.

Depois fomos a um "bureau d'informations turistiques". Esperava um quiosque. Que nada, enorme, cheio de livretos e folders, com senha para ser atendido. E, mesmo com fila, atendido rápido. Parecia um banco, cheio de guichês.

Rumamos então para a cachoeira Montmorency. Todo mundo fala dela por aqui, por ser enorme, mais alta que o Niagara, e por ser muito bonita. É bonita, sem dúvidas, com um parque que tem uma ótima estrutura.

Então fomos para a região de Charlevoix, para ver as 7 quedas. Depois de uns 45 minutos, chegamos. Descobrimos que custava 10 dólares para cada um. E tínhamos no máximo 15 minutos, pois estávamos atrasados, precisávamos devolver o carro até às 17:00.

Resolvi não ir, mas os outros 2 queriam... então... falamos para o "cobrador" da entrada do parque que eu iria ficar no carro. Tudo certo, os outros dois pagaram, o rapaz explicou para ir com o carro por um caminho há 1 km para a frente, mais ou menos. Fui junto. Esperei no carro, em todo caso, mas ninguém foi la para verificar. Interessante como confiam nas pessoas aqui!

Muito bonita a região. Voltamos meio com pressa, por causa da hora. A estrata estava igual a volta de feriado em Curitiba. Muita gente na estrada. O pessoal mais lento, à direita. O limite é 100Km/h no máximo, mas 60Km/h no mínimo!

Viemos um pouco acima do limite, de novo. Interessante que, se você está indo a 120, e vem outro carro atrás mais rápido, ele não fica dando sinal de luz, nem colando na traseira, muito menos buzinando. Fica pacientemente esperando você sair.

Chegamos na locadora às 17:25. O prazo era 17:00, com tolerância de 10 minutos. Aiaiaiai.... fomos entregar, o senhor, imigrante vindo do paquistão, acho q simpatizou com a gente. Disse que tudo bem pelo atraso, desta vez. E que deveríamos correr colocar gasolina, pois sairia mais barato que a taxa deles. Foi o que fizemos. Não esperávamos por isso, aqui tudo é dentro do combinado, tanto que nem pedimos nada, ele que falou! O atraso custaria meia-diária a mais.










Frente do restaurante do café da manhã.













Uma rua de Québec.







Château Frontenac











Uma das entradas para a parte antiga.










Uma das muitas "carroças" para passear pela cidade.










A queda d'água de Montmorrency









Queda d'água de Montmorrency, mais perto agora.










Mais um daqueles bichos, que tem em todo canto.
No parque de Montmorrency.














Mais da praguinha...







Na região de Charlevoix.
As faixas sem árvores são para a prática de ski.






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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Às compras

Domingão, a tarefa foi descobrir um pouco mais da cidade e comprar um laptop.
Primeira coisa, comprar o passe semanal do metrô, 19 dólares, pode andar o quanto quiser de metrô e ônibus. Fui no "depanneur", um tipo de banca de revistas que vende de tudo e tem em todo canto.
Peguei o ônibus, depois o metrô, e desci na estação perto da escola, precisava descobrir onde ela ficava. Feito. Agora descobrir onde fica o Future Shop, ou qualquer loja do gênero. Escolhi um lado e fui andando. Liguei para casa no caminho, pedi para verem se achavam algum endereço de loja na internet. Enquanto isso, fui caminhar mais um pouco. Mais um pouco. Achei! Tanto o Future Shop quanto o McDonald's! Precisava urgente, a fome jà estava chegando e eu não tinha idéia ainda de onde comer.
Entrei, pedi um número 1 para facilitar. Não adiantou, a moça tinha que perguntar mais algo, como "para levar ou comer aqui", e outras coisas assim. Mas tudo bem, acabamos nos entendendo. Paguei (sempre me esqueço que o preço ainda não tem os impostos!), e comi tranquilo.
Estava um pouco frio neste dia, mas tolerável.
Após, fui telefonar de novo para casa. Descobri que com 50 cents, a gente fala o tempo que quiser no orelhão, nas ligações locais, mas desde que não tenha fila, claro. Aproveitei, liguei pra casa e fiquei muitos minutos falando. Enquanto isso, o tico e o teco ficavam passeando em volta da cabine telefônica. É, dois esquilos. Para mim não passam de ratos com rabos grandes e peludos.
Para comprar o laptop, outra luta. A loja é muito boa, como o setor de eletrônicos da FNAC, mas bem maior.
Pedi, fui pagar, expliquei que queria em 2 notas separadas, computador e mochila. Experimentei o Visa Travel Money, que descobri que não é vantajoso, se for utilizar para dólares canadenses.
Na hora de sair, pedi ao vendedor para abrir a caixa. Ele não entendeu muito bem, expliquei que queria ver o computador. Então ele disse, com a maior naturalidade (e educação), que eu poderia fazer isso, tinham diversas mesas no shopping, e que ele deveria dar atenção aos outros clientes. Ele realmente não entendeu que eu queria conferir o conteúdo da embalagem. Tudo bem, não iria abrir no meio do shopping. Fui pra casa, meio receoso, mas fui. Estava tudo certo. UFA!
Bom, este foi o dia que adquiri a chave do BMW. Agora vou por tudo de BMW!



O tico. Ou o teco, não sei.