sábado, 6 de outubro de 2007

Indo para Toronto

Saí mais cedo da aula, passei no banco e então fui para casa, para terminar de arrumar as coisas. Terminei tudo e, às 15:00, chamei um táxi. Chegou às 15:40. Meu check-in seria até às 17:00.
Mesmo com engarrafamento no caminho, deu tempo, cheguei no aeroporto às 16:10. Tentei fazer o check-in rápido, nas maquininhas, mas não funcionou. Tive de entrar numa fila, com 3 pessoas à minha frente. Demorou quase 50 minutos! E o pior foi aguentar o "excelente" tratamento das funcionárias da Air Canada. Todo mundo estava espantado com a "gentileza" deles.
Bom, sem mais problemas, fui para toronto. Cheguei e fui pegar as malas. Para pegar um carrinho, tem que depositar 2 dólares!! E não tive alternativa, as malas estavam pesadas e eu não sabia quanto teria que andar. Realmente, não era pouco.

Fui procurar a locadora de carros e telefonar para casa. Ou o contrário, não importa.

Na locadora, tudo certo, a moça mandou pegar o carro da vaga 216. Ele estaria com a chave dentro. Bonito o carro, como sempre, e novo, apenas 10.000km rodados. Abri a porta e, de dentro do carro abri o porta-malas. Deixei a porta aberta para facilitar. Coloquei as malas no porta-malas, levei o carrinho da bagagem para um lugar mais apropriado, uns 30 metros para trás do carro. Na volta, identifiquei facilmente o carro (eu tinha deixado a porta aberta!).

Percebi que o vidro estava aberto, achei estranho, mas, se a chave estava dentro, não é o vidro aberto que fará alguma diferença.
Entrei e outra surpresa: bancos de couro, comandos eletrônicos para regular o assento, GPS, cheio de frufru! Já tinha fechado a porta, quando fui pegar minha mochila no banco de trás. Ela não estava lá! Então percebi que tinha outro carro ao lado, com a porta aberta. Aquele outro sim era o meu! Saí rapidinho. Esperei uns minutos no "meu", enquando pegava mapa e o GPS. Chegou o "dono" do outro carro. Tinha deixado a porta aberta, com tudo dentro, e saiu, para longe, pelo visto. Pessoal descuidado. Imagine se entra um louco no carro e leva embora!

Verificando o carro, percebi que tinha umas pequenas marcas, pequenos "furinhos" no para-choques. Disseram para anotar na ficha e apresentar no guichet, na saída. Foi o que fiz. O rapaz nem quis conferir, apesar de da minha insistência. Se eu estava falando, por que iria conferir? A palavra do cliente é o suficiente, pelo visto. Anotou, assinei, tudo certo. Era um dano pequeno, mas para garantir...

Depois, foi a vez da pataquada do GPS. Programei, localizou os satélites, começou a me dar as ordens para chegar ao hotel. Segui, direitinho. Mas... perto do destino, deu algum problema. Ele perdeu os satélites e ficou louco. Fui parar num bairro de casarões. Bom, valeu a pena, muito bonito o lugar. Voltei, reiniciei o GPS e agora recebeu o sinal dos satélites. Reprogramei. Andei 30 quilômetros. Cheguei. No lugar errado. Era para ir para Dundas Street East. E fui para Dundas Street East. Mas de Toronto, nao de Mississauga, para onde devia ter ido. Mas valeu a pena também, vi a CN Tower à noite, sendo iluminada por canhões de luz coloridos. Torre bonita, principalmente vendo-a de longe.

Reprogramei o GPS e desta vez cheguei sem problemas. O hotel é bom, agradável, limpo e tem internet! UFA!!


Não era nada, mas, para garantir...
Íncrivel foi não pedirem para conferir. Anotaram direto!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Biodome

Foi construído onde era o velódromo, das olimpíadas de 1976. Isto explica sua forma de capacete de ciclista. O Biodome de Montreal não é um zoológico. Nem pretende ser. É uma incrível reconstituição de 4 ambientes naturais do planeta. Custa 16 dólares para entrar, mas vale cada centavo.
Não é algo gigante, mas é muito bonito. O que impressiona é a fidelidade da reprodução dos ambientes, incluindo o clima.
O primeiro, e mais bonito, na minha opinião, é a floresta tropical úmida. Ao entrar, já reconheci o clima. A floresta, os pássaros voando livremente, o jacaré, o rio, o calor, a umidade... tudo dá a impressão que estamos realmente dentro da floresta. A vontade era de ficar la observando tudo, mas não havia tempo para isso. Saí, passando por um ambiente escuro, onde havia um vidro e uma iluminação azul, escura, atrás do vidro. E dentro, morcegos, aos montes, voando sem parar!
Segundo ambiente foi o das florestas Laurentideanas, que ficam ao norte de Montreal. Ao entrar, já sentimos o frio, o ar mais seco, uma leve brisa. Também muito bonito, mas mais "parado".O terceiro foi o Saint-Laurent marinho.
O quarto e último, o ambiente polar. Vários pinguins andavam e nadavam de um lado para outro. Vontade de ficar observando, sentado num dos bancos que tem na frente do "aquário". É, lá eles não andam entre a gente, até porque ficaria meio complicado para o visitante entrar num ambiente a menos 30 ou 40 graus.
O que chamou a atenção também foi que você passa pelo ambiente, e depois desce, para ver o que há embaixo da água, como um aquário gigante.



Na floresta tropical, as aves voam e
andam à vontade entre os visitantes.





Estes eu já conhecia!



A "parte de baixo".




O lince.




O São Lourenço Marinho.
(Só para lembrar: o rio São Lourenço
deságua no mar)




Não podiam faltar, os pinguins.




O bichinho feio, heim!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Descobrindo outro mirante

Achei uma saída do Oratório de São José, para o bairro que acredito ser o Plateau Mont Royal. Já tinha ouvido falar deste bairro. Dizem que é um bairro de ricos. Mas quando saí do Oratório, não sabia onde estava, descobri depois, quando cheguei em casa.
Realmente, um bairro muito bonito, belíssimas casas, bem acima da média de Montreal. Algumas com vista para a cidade toda.
Comecei a caminhar pelo bairro, sem nem ter idéia de onde estava, procurando alguma forma de descer para o metrô. Ou então achar, quem sabe, um ponto de ônibus. Mas, lá, não tinha. Pelo menos eu não achei ônibus, ou sinal deles, lá. Aliás, nem comércio, nem taxi... somente residências.
Continuei caminhando. Encontrei então um parque no meio do bairro, o parque Summit. Logo depois encontrei uma rua chamada Summit Circle. Sugestivo, mas não prestei atenção no nome. Comecei a andar por esta rua. Devia ter pensado que o nome queria dizer algo...
Depois de um bom tempo caminhando, descobri que a maldita rua faz jus ao nome. A rua é um circulo, em volta do bairro. E bairro enorme, diga-se de passagem! Ao menos para quem está a pé, cansado, com uma mochila de aproximadamente 6 quilos nas costas.
E lá vou eu, caminhando, com a língua quase arrastando no chão.
Já ouvi falar que não há recompensa sem algum tipo de sacrifício. Acredito que contrário também pode ser válido. Achei um lugar, um mirante, com uma vista magnífica da cidade. E o que mais chamou a minha atenção, foram as placas de metal, que indicavam algum ponto turístico, cravadas na mureta de segurança. É só você olhar na direção da placa, usando-a como uma espécie de mira, e vai ver o ponto que está indicado, escrito na placa.
Muito boa a idéia, foi a primeira vez que vi algo assim. E muito boa também a vista da cidade. Foram 4 ou 5 quilômetros andados, ou rastejados, só no bairro, mas seguramente eu faria de novo, só pela vista.



Canteiro central dividindo uma das ruas do bairro.






Uma das casas. Algumas maiores, muitas menores.




Outra casa, grandinha também.





Aqui as placas são em inglês.
Primeira vez que vejo isto no Quebec.



O mirante, e as plaquinhas estrategicamente posicionadas.
As plaquinhas são estes negocinhos pretos.

Oratoire Saint-Joseph

Última semana, estou aproveitando para visitar alguns lugares que ainda não fui. Segunda-feira foi o dia do Oratoire Saint-Joseph. De longe pode ser avistado. É enorme, e fica num ponto estratégico do Mont Royal. Desci do metrô, andei umas duas quadras e já vi sua enorme cúpula. Ufa, caminho certo!
Na entrada, primeira coisa é o lindo jardim. Então vi as escadas. E vi também uns pontinhos, bem em cima do oratório, se mexendo. Eram turistas. O que me esperava não seria fácil. Respirei fundo, tomei coragem, e fui.
Na primeira escada noto que há uma escada central, de madeira, reservada aos peregrinos que sobem de joelho. Momento de muita reflexão... muita gente, vem de longe, só para subir de joelhos, para agradecer por alguma graça que recebeu, muitos doentes, outros velhos, e mesmo assim, sobem. Uma enorme vontade tomou conta de mim. Alguma força, talvez divina, me impelia a subir de joelhos. Esperei uns 5 minutos até este sentimento estranho passar, e subi a pé mesmo.A cada lance de escadas, o jardim ia ficando longe, longe, longe. Até que cheguei ao topo. Hoje cheguei!
A vista la de cima é espetacular. E o Oratório, por dentro, muito bonito. O esforço foi recompensado. Então dei uma volta no oratório, descobri uma saída por trás, que leva ao bairro Plateau Mont Royal (acredito), onde fui dar uma volta, mas isto é outra história.Voltei, passei pela capela do Frère André, uma pequena capela, bem ao lado do oratório. Dizem que faz milagres.
Desci a escadaria, tirei mais algumas fotos, e fim da jornada. Embora para casa!

O oratório de São José.



O oratório, e o jardim na frente dele.
Difícil de ver o povo lá em cima.




A placa avisando da exclusividade dos peregrinos.




Ufa, cheguei! Percebam como o jardim lá
em baixo está bem lá em baixo mesmo!





A capela do Frère André.


Semear a esperança, em francês.
Lado direito de quem sai.


Sementes de esperança, em inglês.
Lado esquerdo de quem sai.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Cantons de l'Est

Domingo houve um passeio da escola à Cantons de l'Est. Primeiro paramos numa vinícola, conhecer e degustar vinhos. Não se compara, claro, às vinícolas do sul do Brasil. Um pouco pequena. E a degustação... algumas gotas de vinho.
Depois fomos ver a tal "Flambée de Couleurs". É como chamam a mudança de cores das árvores no outono. Chegamos ao Mont Orford, por volta do meio-dia. Iríamos almoçar lá, mas, por problemas legais, as lanchonetes e os teleféricos estão fechados temporariamente.
Rumamos então para Magog, uma cidadezinha perto dali, para almoçar. Cidade pequena e bonita. Depois voltamos ao monte.
Teleféricos parados, o jeito foi subir a pé. Sobe, sobe, não termina. Quando imaginávamos ter chegado no topo, apareceu mais um pedaço para subir. Infelizmente, o tempo era curto, então tivemos que voltar antes de chegar ao topo. Estávamos quase lá!
Mesmo assim, valeu a pena, pois de onde estávamos, dava para ver as árvores, longe... e várias cidadezinhas perdidas no meio da floresta. Muito bonita a paisagem, nesta época do ano.



Máquina de engarrafar vinhos. OBA!



Este indivíduo se apresentou na vinícola.
Tocava duas flautas, mais um apito e
fazia percursão, tudo ao mesmo tempo.


Entrada do Mont Orford. É uma estação de ski.
No inverno, é claro!


Tive que tirar uma foto. O dono da moto foi comer
no McDonalds. A chave da moto está ali, na ignição...



Um pedaço da vista do alto do monte.



Um veado caçado, amarrado no carro. Já estava
com o bucho aberto e limpo,
mas não consegui tirar foto do outro lado.



O ônibus escolar, fim do passeio.



O monte, visto de longe, e de baixo.


Gastronomia

Não consigo entender como não existem somente obesos pela rua. Talvez seja porque aqui andamos muito. Não vejo outro motivo.
Fui fazer uma refeição rápida um dia destes. Pedi uma poutine pequena e um refrigerante. Quase reclamei dizendo que pedi a pequena, não a grande. Era enorme. Ao menos para mim. Acho que duas pessoas podiam comer tranquilamente, mas era porção individual.
O mais interessante é que as fotos das lanchonetes aqui são diferentes do que estou acostumado. Normalmente, para mim, as fotos dos pratos nos anúncios faziam com que eles ficassem maiores do que realmente são. Aqui é o contrário. Você imagina que é pequeno e, quando vêm, fica se perguntando como vai comer tudo aquilo. E se vai. Difícil.
Outro dia pedi a tal da pita (fala-se pitá). É tipo um pão sírio, com algum recheio e mais alguns complementos que você escolhe quando estão preparando. A foto mostrava algo que parecia algo pequeno. Então pedi uma de frango, completa e, para acompanhar, uma porção de batatas fritas pequena. Igual a da foto, bem pequena.Quando veio, meu-deus-do-céu, o sanduíche não era tão pequeno, e era pesadinho... e as batatas, muito maior que da foto.Nunca comi tanto, e nunca deixei sobrar tanto também. Acho que fiquei sem fome por uns 2 dias depois disso!
E isto acontece com tudo aqui. Salgadinhos tipo Elma Chips, só tem enorme. Se você pede refrigerante e não especifica qual tamanho, vem o maior de todos. Só não engordo (mais) porque estou me controlando (ainda!). Ou porque estou andando muito mesmo!